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I


A dança é sintonia
Samba de alegria
Ou valsa de amor
É arte em movimento
Luz e sentimento
Um bailado de cor.
Gaivotas dançam no ar
E a terra no mar
Arredonda a saia
O Sol dança com a Lua
E o povo na rua
Dança com a Praia.


E nós para dançarmos bem
É no mês de Agosto
Que na nossa marcha só vem
Quem dança por gosto.

II


Se também queres dançar
Só tens que entrar
No ritmo da gente
E no tango das marés
Acertar os pés
Pelos pares da frente.
Alinha! Não faças feio
Porque a ilha veio
Toda para nos ver
Põe um sorriso na cara
Que a dança só pára
Quando o sol nascer.


E nós para dançarmos bem
É no mês de Agosto
Que na nossa marcha só vem
Quem dança por gosto.

CORO


A Praia é bailarina
Morena latina
Com pés de veludo
Basta o vento assobiar
Que põe-se a dançar
O flamengo e tudo!
E na areia, em passos de salsa
Nua e descalça
Roda e avança!
Enquanto a plateia diz
Que a Praia é feliz
Ao sabor da dança!

Coordenação: Taciana Rocha
Letra: José Esteves
Música e Orquestração: Evandro Machado
Coreógrafos/Ensaiadores: António Avelino Borges
Guarda Roupa/Design: Bárbara Barcelos
Costureiras/Confeção: Manuela Oliveira
Acompanha: Filarmónica Progresso Biscoitense

1ª Marcha
Oficial das Festas da Praia 2018 - “Ao Sabor da Dança”


Letra: José Esteves
Música e Orquestração: Evandro Machado
Coreógrafos/Ensaiadores: António Avelino Borges
Guarda Roupa/Design: Bárbara Barcelos
Costureiras/Confeção: Manuela Oliveira
Acompanha: Filarmónica Progresso Biscoitense

2ª Marcha
Oficial das Sanjoaninas 2018 - “Angra, Berço do Liberalismo”


Música e Orquestração: Evandro Meneses
Letra: Paulo Matos
Coreógrafos/Ensaiadores: Valter Peres e Márcio Rocha
Guarda Roupa/Design: Sílvia Teixeira e Sofia Silva
Costureiras/Confeção: Luciana Silva, Sílvia Teixeira e Sofia Silva
Acompanha: Sociedade Filarmónica Recreio Serretense

3ª Marcha
“60 Anos de Juventude Desportiva Lajense”


Letra: Ricardo Martins
Música e Orquestração: Evandro Machado
Coreógrafos/Ensaiadores: António Avelino Borges
Guarda Roupa/Design: Marta Meneses
Costureiras/Confeção: Manuela Oliveira
Acompanha: Filarmónica da Sociedade Progresso Lajense

4ª Marcha
“Grupo Desportivo e Recreativo da Agualva”


Letra: João Mendonça
Música e Orquestração: Renato Cardoso
Coreógrafos/Ensaiadores: Álvaro Silva
Guarda Roupa/Design: Claque do G.D.R. da Agualva
Costureiras/Confeção: Várias Costureiras
Acompanha: Sociedade Filarmónica Espirito Santo da Agualva

5ª Marcha
Oficial da Casa do Benfica da Ilha Terceira - “Benfica a nossa paixão e até mesmo de São João”


Letra: Duarte Nunes
Música: Grupo Orquestração: Antero Ávila
Coreógrafos/Ensaiadores: Bruna Garcia e Renato Garcia
Guarda Roupa/Design: Sara Costa
Costureiras/Confeção: Palmira Tecidos
Acompanha: Sociedade Filarmónica União das Fontinhas

6ª Marcha
Marcha da Fonte do Bastardo - “São João da Fonte”


Letra: Hernâni Rocha
Música e Orquestração: Flávio Rocha
Coreógrafos/Ensaiadores: Duarte Bettencourt
Guarda Roupa/Design: Osvaldo Rocha
Costureiras/Confeção: Fernanda Lima
Acompanha: Filarmónica da Associação Cultural e Recreativa de Santa Bárbara da Fonte do Bastardo

7ª Marcha
Associação Cultural da Vila das Lajes – Festas das Lajes 2017


Letra: Jorge Rocha
Música e Orquestração: Evandro Machado
Coreógrafos/Ensaiadores: Rita Ormonde e Vânia Ormonde
Guarda Roupa/Design: Isilda Toledo
Costureiras/Confeção: Isilda Toledo
Acompanha: Filarmónica da Sociedade Recreio Lajense

8ª Marcha
São Brás - “Terceira dos Meus Encantos”


Letra: Conceição Oliveira
Música: José Avelino Borges – Orquestração: Evandro Machado
Coreógrafos/Ensaiadores: Conceição Oliveira
Guarda Roupa/Design: Nívia Freitas
Costureiras/Confeção: Maria Mendes
Acompanha: Filarmónica da Sociedade Progresso Biscoitense

9ª Marcha
Amigos do Ginásio da Praia – “Ao Ritmo de São João”


Letra: João Mendonça
Música e Orquestração: Antero Ávila
Coreógrafos/Ensaiadores: Instrutoras do Ginásio do Lar D. Pedro V
Guarda Roupa/Design: Instrutoras do Ginásio do Lar D. Pedro V
Costureiras/Confeção: Várias costureiras
Acompanha: Sociedade Filarmónica Recreio Serretense

10ª Marcha
Grupo de Amigos da Noite de São João “Uma noite de Magia”


Letra: Rodrigo Gomes
Música e Orquestração: Evandro Meneses
Coreógrafos/Ensaiadores: Maria Martins e António Borges
Guarda Roupa/Design: Verânia Lemos
Costureiras/Confeção: Isaura Santos
Acompanha: Filarmónica da Sociedade Progresso Lajense

11ª Marcha
“Santa Luzia - Menina da Praia”


Letra: Carla Branco
Música: Carla Branco Orquestração: Evandro Machado
Coreógrafos/Ensaiadores: Carla Branco
Guarda Roupa/Design: Esmeralda Aguiar
Costureiras/Confeção: Esmeralda Aguiar
Acompanha: Sociedade Filarmónica Espirito Santo da Agualva

1ª Marcha do Cabo da Praia: «Meu doce São João»

Letra: Pedro Medeiros
Música e Orquestração: João Borges
Coreógrafos/Ensaiadores: Osvaldo Sousa
Guarda Roupa/Design: Osvaldo Sousa
Costureiras/Confeção: Várias
Acompanha: Filarmónica do Sagrado Coração de Jesus dos Altares

2ª Marcha da Escola Francisco Ornelas da Câmara: «Musicanto»

Letra: Isabel Rodrigues
Música e Orquestração: Francisco Rocha
Coreógrafos/Ensaiadores: Paula Moniz
Guarda Roupa/Design: Paula Moniz
Costureiras/Confeção: Odília Linhares e Maria do Amparo
Acompanha: Filarmónica Sociedade Recreio Lajense

1ª Sociedade Progresso Lajense

2ª Sociedade Filarmónica Espírito Santo da Agualva

3ª Filarmónica da Associação Cultural do Porto Judeu

4ª Sociedade Filarmónica Rainha Santa Isabel das Doze Ribeiras

5ª Sociedade Recreativa Filarmónica União de São Brás

6ª Associação Filarmónica Cultural Recreativa Santa Barbara da Fonte do Bastardo

7ª Sociedade Filarmónica da Vila Nova

8ª Sociedade Filarmónica Progresso Biscoitense

9ª Sociedade Recreio Lajense

10ª Sociedade Musical Recreio da Terra Chã

11ª Filarmónica Espírito Santo da Casa do Povo de São Bartolomeu

12ª Filarmónica União Praiense

13ª Sociedade Filarmónica União Católica da Serra da Ribeirinha

14ª Sociedade Filarmónica Recreio dos Lavradores da Ribeirinha

15ª Sociedade Filarmónica Recreativa e Musical União Sebastianense

16ª Sociedade Musical União das Fontinhas

17ª Filarmónica Altarense do Sagrado Coração de Jesus

18ª Filarmónica Recreio de Santa Bárbara

19ª Sociedade Filarmónica Recreio Serretense

1ª Grupo de Folclore ‘’Cantares da Eira‘’ – Lajes

Charamba; Balancé; Braços

2ª Grupo Folclórico e Etnográfico da Agualva

Suspiros; Chamarita

3ª Grupo Folclórico ‘’Doce Esperança’’ – Santa Luzia

Bela Aurora; Estudante; O ladrão

4ª Grupo Folclórico da Casa do Povo de São Brás

Palmas; Doce Esperança; Ladrão da Eira

5ª Grupo Folclórico ‘’Fontes da Nossa Ilha’’ - Fontinhas

Cravo; Saudade

6ª Grupo Folclórico da Casa do Povo da Vila Nova

Soluços; Favorita; Centro; Sapateia

1ª Grupo Desportivo dos Altares

Samba

2ª Academia Fonte de Dança do Grupo Desportivo da Casa do Povo do Cabo da Praia

Samba

3ª Academia de Dança do Juventude Desportiva Lajense

Tcha Tcha Tcha

4ª Grupo Desportivo Casa do Povo do Porto Judeu – RITMUS

Pasodoble

5ª Clube Desportivo CC Posto Santo - Academia Ritmica Terceirense

Jive

6ª Academia de Dança Paulo Borges - Sport Clube Barbarense

Samba

7ª Academia Time Step Associação

Rumba


Caras e Caros Praienses de todo o Concelho,

Hoje, a nossa Cidade e o nosso Concelho abrem portas para mais umas Festas da Praia da Vitória.
Ao Sabor da Dança – que dá tema à edição deste ano -, festejamos a nossa Identidade e os nossos quotidianos; a nossa essência enquanto Comunidade.
Dentro de momentos, o Cortejo de Abertura dá início a dez dias de folias, festejos, convívio e alegria. A Cidade veste-se de gala, abre as suas portas e janelas de par em par para acolher no seu seio quem aqui vive, quem aqui nasceu e quem nos visita.
Durante dez dias, todos são Praienses. É isso que nos une e distingue; é esse sentimento de Comunidade amiga e fraterna que nos identifica e nos valoriza.
Saibamos dar continuidade a essa marca que nos marca.
As Festas da Praia da Vitória são o momento alto de todos nós enquanto Comunidade. Honremos tal desígnio.
A quem nos visita, deixo um cumprimento de boas-vindas, fazendo votos para que todas as expectativas sejam superadas.
A cada Praiense emigrado que volta à sua terra-mãe, deixo um abraço de alegria pelo regresso.
A cada Praiense – do Porto Martins aos Biscoitos – deixo o desejo sincero de que estes dias sejam o festejo maior da nossa Comunidade.
A terminar, permitam-me um agradecimento especial ao Carlos Armando Costa, presidente da Cooperativa Praia Cultural, pelo empenho e dedicação para que estas Festas continuem a orgulhar a Praia da Vitória.
O agradecimento estende-se a toda a sua equipa, que, nos últimos meses, trabalhou afincadamente para que, hoje e nos próximos dias, tudo corra pelo melhor.
Agradeço à Sara Barcelos e à sua equipa pela dedicação e compromisso para que tenhamos um grande Cortejo de Abertura e um programa festivo recheado de bons momentos.
Agradeço a todos os profissionais da Escola Profissional da Praia da Vitória e ao seu diretor, professor Domingos Borges, pela organização de mais uma edição da Feira de Gastronomia do Atlântico;
Ao Grupo de Forcados do Ramo Grande e à Tertúlia Tauromáquica Praiense, agradeço pela organização da Corrida de Toiros de Praça das Festas da Praia 2017.
E agradeço também a todos aqueles que, de uma forma ou outra, tornam possível mais uma edição das Festas da Praia, com especial relevo para todos os colaboradores municipais que contribuem para que este momento continue a engrandecer a nossa Cidade e o nosso Concelho.
Faço votos para que tudo corra pelo melhor e que, no final, mesmo cansados de tanta folia, estejamos orgulhosos da nossa Cidade e do nosso Concelho.

A todos vós, um enorme abraço e bem hajam.

Tibério Dinis


Caros Praienses,

Mais uma vez a nossa cidade recebe as Festas da Praia. Foi e é sempre com todo o gosto e dedicação que trabalhamos a presente edição.
Levar a cabo as Festas da Praia é sempre um trabalho que sabemos que no final se traduz nos rostos alegres e de satisfação que vamos poder ver em cada um dos praienses e daqueles que nos visitam e que apreciam toda a programação que é apresentada.
Os desfiles, as touradas, as filarmónicas ou o culto fazem parte da genuinidade dos terceirenses e dos praienses em particular. Respeitamos e fazemos questão de ter presente estas manifestações tão nossas abraçando, em simultâneo, o futuro. Futuro esse que se quer com inovação, pois, essa é uma das necessidades das festas que requerem modernidade.
Encarar um desafio de frente e projetar os objetivos de mudança sempre foram das principais características da Praia da Vitória. A nossa Praia da Vitória nunca, em momento algum, teve medo das mudanças cirúrgicas. Essas mudanças nas Festas da Praia ocorrerão nas próximas edições de forma pensada e cuidadosa.
Já este ano foram assumidas mudanças significativas sobretudo em termos de organização e que acreditamos que vão ser de sucesso. Continuaremos a fazer as Festas da Praia de e para os praienses e é com este espírito que devemos trabalhar quando se assume funções públicas como as que este executivo exerce.
Devo um agradecimento à Sara Barcelos, Diretora Artística, à Escola Profissional da Praia da Vitória, à Tertúlia Tauromáquica Praiense, ao Grupo de Forcados Amadores do Ramo Grande, à empresa All Events, bem como a todos os colaboradores do Município e da Cooperativa Praia Cultural que tornaram possível a realização de mais esta edição. Sem eles, sem a sua sensibilidade, não conseguíamos fazer com que as nossas festas tenham momentos tão peculiares.
Devo também um agradecimento muito especial a todos os patrocinadores que acreditam neste projeto e que decidiram apoiar, de diferentes formas, as Festas da Praia 2018. Devo também uma saudação particular a todos aqueles empresários, que embora recentes, acreditaram nas Festas da Praia como uma verdadeira rampa de projeção dos seus negócios. Não foram poucos!

Um bem-haja a todos e boas festas!

Carlos Armando Ormonde da Costa


Aos Praienses,

Este ano assinalamos a 29ª edição de festas na Praia da Vitória. Fui convidada pela Câmara Municipal para assumir a função de Diretora Artística das Festas da Praia. Encarei tal convite como uma função de responsabilidade tentando corresponder às expectativas de todos aqueles que nos visitam durante as Festas.
Sendo a Praia da Vitória uma cidade de cor e alegria, optei por ter o tema “Ao Sabor da Dança”. Nele se representa a Praia da Vitória enquanto senhora de beleza e elegância que é.
Vão poder ver ao longo das festas vários estilos de dança que darão dinâmica ao centro histórico da cidade. O desfile de abertura tem várias representações que farão que não tenhamos apenas um desfile mas sim um grande espetáculo.
Antes de terminar, agradeço a todos aqueles que me acompanharam ao longo deste desafio.
Convido todos a visitarem as Festas da Praia durante este período que é um dos seus momentos mais altos do ano.

Sara Barcelos

2017
"O Teatro Acontece"
2016
"A Magia do Circo"
2015
"A Ritmo da Música"
2014
"Palco da Minha Vida"
2013
"Praia Num Jogo de Vitória"
2012
"Os Carnavais"
2011
"As Artes"
2010
2009
"Cidade do Atlântico"
2008
"Maravilha em Festa"
2007
"La Belle Époque"
2006
2005
2004
2003
2002
2001
2000
1999
1997
1995
1993
1991
1978

A Questão Liberal e o 11 de Agosto na Praia da Vitória

A morte de D João IV gerou um problema de sucessão do Trono em Portugal, uma vez que os dois príncipes candidatos ao trono, D. Miguel e D. Pedro, tinham visões de poder diferentes. Todas as tentativas de entendimento falharam e Portugal caiu numa guerra civil entre absolutistas e liberais.

Em 1820 surge, no Porto, a derrota do absolutismo pelos liberais com o ideal de uma sociedade mais justa, mais livre e com a separação dos poderes legislativo, executivo e judicial, inspirados nos princípios de Liberdade, Igualdade e Fraternidade, da Revolução Francesa de 1789.

Com os absolutistas derrotados, D. Pedro (liberal) ainda entregou o poder ao irmão D. Miguel (absolutista), na condição de ele governar de acordo com a Carta Constitucional de 1826. Porém, D. Miguel desconsiderou o acordo e governou segundo os ideais absolutistas.

Os ideais do liberalismo chegaram então aos Açores, sendo a ilha Terceira a única que sempre se manteve leal à causa liberal. O historiador Francisco Nogueira não tem dúvidas em afirmar que a ilha foi o “único baluarte da luta contra o absolutismo régio, o que evidência o nosso constante desejo íntimo de liberdade”.

Em 22 de Junho de 1828, o Capitão José Quintino Dias assumiu o comando do Batalhão de Caçadores de Angra, prendeu os suspeitos, substituiu a Câmara Municipal e, na Praça da cidade de Angra, proclamou a Carta Constitucional, criando um Governo Interino. O historiador Carlos Enes salienta que “Angra passou a ser a capital do liberalismo, enquanto o resto do país ainda obedecia a D. Miguel”. Na sequência destes acontecimentos os exilados que haviam fugido para Inglaterra e França, viajam até à Terceira, com o objetivo de se organizarem e reconquistarem o Continente.

O Duque da Terceira, antes Conde de Vila Flor, assumiu então o comando das tropas liberais, com uma boa defesa de apoiantes jovens que se associaram aos militares. Ordenou a organização dos fortes de Santa Catarina; das Chagas; da Luz; Santo Antão; do Porto e do Espírito Santo e as Baterias de São José; São Caetano e São João, para evitar a entrada do exército de D. Miguel no areal da Praia. Os pontos de melhor acesso à ilha foram guarnecidos de artilharia.

O Memorial da Praia da Vitória declara: “a 29 de Julho, das alturas sobranceiras à cidade de Angra se avistaram as primeiras velas da esquadra miguelista; navegavam do lado de S. Miguel e apresentavam um aspecto imponente…”.

A 11 de Agosto de 1829, com o dia tempestuoso, no mar surgiu uma esquadra composta por 21 embarcações, sob a orientação do Almirante José Joaquim da Rosa Coelho, com cerca de 2800 homens de guarnição, 3000 homens de desembarque e 340 canhões, comandados por José António de Azevedo Lemos.

Os relatos indicam que durante algumas horas os absolutistas bombardearam os Fortes de Santa Catarina e do Espírito Santo, sem, contudo, desmotivar o exército liberal. Os terceirenses dispararam a partir do Forte de Santa Catarina contra a Fragata Diana.

Os ventos fortes de sudoeste levaram a que as embarcações que rondaram a costa pelo sul ficassem impossibilitadas de entrar pelos fortes de Santa Catarina e de S. José (onde a baía tinha também o fundo em pedra), sendo empurrados para o norte da baía, mudando de tática. O desembarque aconteceu entre a baía da Mamerenda e o forte do Espírito Santo, mas ambas as tentativas foram fracassadas.

Ao fim de um dia de luta, os miguelistas levantaram ferro, deixando nas mãos dos liberais algumas centenas de mortos e prisioneiros. A derrota dos absolutistas foi atribuída a erros estratégicos por parte dos seus comandantes e foi eternizada na Estátua da Liberdade, que se encontra junto à Câmara da Praia, e que comemora a vitória na batalha e a luta pela liberdade.

A 3 de março de 1832, D. Pedro dirigiu-se aos Açores, tendo desembarcado em Angra. Pelo Decreto n.º 28, de 4 de junho de 1832, em nome de sua filha, a Rainha D. Maria II, extinguiu a Capitania Geral dos Açores e criou a Província dos Açores, com sede em Angra, transformando a ilha no seu quartel-general e lançando várias ofensivas bem conseguidas contra o exército Português, alcançando vitórias vitais para o controlo efetivo de Portugal.

Pela sua participação determinante em todo este processo, a ilha Terceira foi reconhecida:

A 12 de janeiro de 1837, a cidade de Angra recebeu o brasão de armas, o sobrenome de “Heroísmo” e o título de “Sempre Constante”.

Também a 12 de janeiro de 1837, a vila da Praia, para além do brasão de armas, acrescentou o sobrenome “Vitória” e o título de “Muito Notável”.

Em Angra e na Praia, muitas ruas mudaram de nome em homenagem a acontecimentos e a pessoas que desempenharam papéis importantes nas lutas liberais. O maior exemplo destas lutas e conquistas é o monumento da Memória, em Angra, em homenagem a D. Pedro. Alguma desta toponímia foi alterada, posteriormente, durante a vigência do Estado Novo.

Aguiar Pimentel